Sobre

Oi! Eu sou a Marta.

Como eu disse em minha breve apresentação, sou simplesmente a Marta, sem aquele agá que deixa as Marthas, mais chiques. É só Marta mesmo. Mas gosto desse nome, aprendi a gostar depois que a pediatra do meu filho disse que combinava comigo. Ela disse: – Seu nome mostra uma mulher forte, exatamente como a vejo. – Então decidi que eu seria forte, assim como meu nome.

E a ideia inicial do blog foi concebida a mais ou menos uns trocentos anos, (tá, exagerei mesmo,  mas foi em 2011), eu queria apenas botar pra fora certas dúvidas, angústias e medos, que são naturais em uma pessoa que é educada num ambiente muito conservador, e que antes mesmo de poder se tornar mulher, já se torna esposa.

Escapei da gaiola dos pais, direto para a gaiola de um casamento ainda mais aprisionador. E isso durou quase duas décadas!
Mas certa vez, tive uma experiência muito estranha, que hoje acredito ter sido uma EQM, ou pelo menos me pareceu ser isto. Nessa época, parece que “baixou” outro ser em mim, como se aquela experiência tivesse dito: “Acorda, menina! A vida é mais do que isso!”

E a urgência em me livrar daquela vida de aparências, simplesmente fez: Booom! Joguei tudo para o alto e decidi mudar o rumo da vida. Para onde eu estava indo, eu não fazia a menor ideia. Quem eu era, também não sabia. Quem eu queria me tornar?! Eu sabia menos ainda! A única coisa que eu sabia, era que eu precisava tomar as rédeas da minha vida, me tornar a autora de minha própria história. Qual seria o desfecho? Ah, isso eu descobriria depois…

E com três filhos a tiracolo, joguei uma vida de bastante conforto para trás, um convívio social intenso, status, abri mão da direção de uma empresa, abandonei uma religião que trazia desde o berço e um casamento de quase vinte anos. Daquela vida, eu trouxe apenas meus meninos e uma tremenda insegurança em relação ao futuro.

Mas voltando à ideia inicial do blog, na verdade ele ficou meio abandonado desde quando o criei, em 2012. Pois embora meus questionamentos dançassem zumba em minha mente, e embora eu estivesse mais perdida do que biscoito em boca de “véio”, minha mediocridade e minha procrastinação eram mais fortes do que os gritos de minha mente.

Porém já faz um tempinho, uns dois anos mais ou menos, que venho percebendo uma utilidade para minhas experiências, desde que uma galerinha no youtube e também da página no Facebook, vem pedindo minha opinião sobre assuntos diversos. Aí eu pensei: Mas o que eu teria para acrescentar à vida de alguém? E então, cheguei a conclusão que; dos quarenta anos que já vivi, realmente passei por coisas que poucas pessoas com oitenta anos, tiveram ou terão a oportunidade de viver. Afinal:

Já casei;
Já divorciei;
Já fui mãe de crianças;
Já fui mãe de adolescente e sou mãe de adulto;
Já fui cuidada pelos pais, hoje começo a cuidar deles;
Já fali duas empresas e estou erguendo a terceira;
Já fui rica e já fui pobre;
Já fui doente, e saudável;
Já fui cristã, atéia e agnóstica;
Já morri e ressuscitei; (Essa é para poucos… hahahaha)

E a lista é tipo never end…

Então sim! Tenho algo a acrescentar para as pessoas. Se não para muitas pessoas, ao menos para algumas, tenho certeza de que posso contribuir de algum modo.
Assim sendo, resolvi dar vida ao blog, e daqui mais uns dias (não sei quantos dias, afinal o que é o tempo?), darei vida ao canal do Youtube também. E qualquer pessoa que quiser entrar em meu mundo, será bem vindo.

“Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular.”