Cadê as mulheres femininas?

Elas estão com sangue no olho, minha genti! 

Estava assistindo uma palestra do psicólogo Rossandro Klinjey a respeito das mulheres que estão perdendo a doçura e a feminilidade. Resolvi registrar minha opinião sobre o tema, pois é um tanto complexo. E vou começar pelas cinco coisas que ele mencionou, que não dá pra negar:

1 – As mulheres estão dominando o mercado de trabalho;

2 – Mulheres são intuitivas – homens não são;

3 – As mulheres são mais éticas do que os homens;

  • Existem mulheres antiéticas, mas são bem menos do que homens

4 – Mulheres estudam mais do que homens;

  • de cada 10 vagas para juízes, 7 vagas são de mulheres
  • cursos de medicina tem mais mulher do que homem
  • doutorados tem mais mulher do que homem

5 – E as mulheres estão ganhando mais do que os homens;

  • Embora os movimentos feministas insistam em dizer que não.
Quem é o homem da relação

Porém, como tudo na vida tem bônus e ônus, algo novo e não tão legal, está acontecendo. Talvez por estarem muito poderosas agora, ou talvez por necessidade de proteger as conquistas no campo profissional, (pois para o homem basta provar uma única vez que ele é capaz), as mulheres estão mudando algumas características que são naturais ao gênero da espécie; entre estas, a doçura. Elas estão cada dia mais ‘machinhos’.

E é compreensível, pois ao contrário do homem, a mulher precisa provar o tempo todo que ela é capaz, sua competência é colocada em xeque sem trégua!

E penso que este comportamento masculinizado seja adotado por elas (ainda que sem perceber) para colocar um delimitador. Como o catiorinho pinscher que após muita briga, tremedeira e gritaria consegue o osso, aí precisa ficar rosnando para manter o oponente longe da sua conquista.

E essa masculinização da mulher, vem refletindo na linguagem falada e também na linguagem corporal!

Eu por exemplo, falo uns palavrões medonhos as vezes, depois me sinto mal, mas aí já falei. Mas para os homens, falar palavrão é coisa natural, e ninguém acha feio. E então as mulheres também estão falando muito palavrão, e não estão se importando se os homens estão achando isso feio.

As roupas que antes eram saias, vestidos e tailleurs, agora são terninhos, calça jeans modelo ‘boy friend’ e camiseta. Afinal passar o dia todo espremendo a periquita, para não mostrar a calcinha aos subordinados ou colegas de trabalho, é cansativo. A boa e velha calça jeans evita esse incômodo. Alguém discorda?

Pois é… Mas os homens acham maravilhosa uma mulher de saia. E agora? As feministas dizem: – “Fodam-se se eles! Não preciso de homem”.

E eles falam: – “Gostamos de vocês com batom vermelho e esmalte rosa nas unhas”.

E elas usam o quê? Esmalte laranja e batom azul!  E por falar nisso…

Quem anda criando a moda para as mulheres?

Nos últimos 50 anos o mundo da moda foi tomado por estilistas do sexo masculino…

Que em sua maioria é gay. Que por sua vez constrói roupas muito esquisitas para que as mulheres fiquem horríveis dentro delas e saiam da competição pelos homens. Talvez não estejam fazendo isso de forma deliberada, mas estão fazendo.

Quando uma mulher se veste como um homem, ela pode ser comparada a um gay, e certamente estarão parecidos.

E sabe, ainda existem homens que gostam de se relacionar somente com mulher. Estes, em primeira análise, estão ficando com poucas opções…

E então as mulheres vão ficando cada vez mais bem sucedidas profissionalmente e cada vez mais mal sucedidas no campo amoroso. Resta saber se isto é um problema para elas, ou não… Solidão nem sempre é ruim. Mas e para a sociedade? E como fica a estrutura familiar? E o risco da extinção?

E para tentar entender isso, é preciso descobrir o porquê das coisas

Embora sejamos seres pensantes e dotados de suposto livre arbítrio, temos o fator biológico; são sinais instintivos e estímulos hormonais que de certa forma conduzem o processo de aproximação para a seleção do parceiro(a), para o acasalamento. E a natureza sendo sábia, tende a escolher o macho alfa, provedor, aquele que sairá da caverna e lutará com o tigre para defender a cria. Já a mãe, tenderá a cuidar melhor do filhote, se for meiga e carinhosa. Esta seria a composição perfeita para garantir a perpetuação da espécie.

O poder (virilidade) no homem atrai a mulher. A mulher poderosa afasta o homem.

O homem doce afasta a mulher. A mulher doce (meiga) atrai o homem.

E ambos os termos são frequentemente confundidos:

  • Poder/Virilidade é confundido com machismo (virilidade não é violência)
  • Doçura/Meiguice é confundida com fraqueza (doçura não é submissão)

E o que fazer para a mulher não virar o homem da relação?

Dá para manter a doçura mesmo sendo poderosa. As mulheres já podem começar a diminuir esse esforço diário para provar a competência. As empresas já estão todas louquinhas correndo atrás delas! E então as meninas podem parar de levantar muros, e à medida que diminui o muro, dá para ir investindo na feminilidade. Se permitindo chorar quando sentir o nó na garganta… E se você for uma mulher que consegue representar, melhor ainda! Porque aí, você conseguirá fingir uma doçura que nem é sua.

Existe outra maneira? Não!

O homem foi programado para a guerra, para a luta. Se for o homem viril, ele não cederá nunca. Pelo menos, não pelo embate e conflito. Estará sempre se sentindo desafiado. Então a melhor estratégia é fazendo biquinho, insinuando o que ele vai “ganhar” depois, se ceder… Em outras palavras, ser doce é a única maneira de você mandar nele e o fazer pensar que é ele quem manda.

Porém é preciso decidir, se você quer ter razão ou ter paz. Para ter as duas coisas ao mesmo tempo, terá que se aventurar na carreira solo, assim como eu escolhi. Relacionamento amoroso é um jogo e eu havia cansado de jogar, era uma péssima jogadora.

Ps.: No meu caso, ele (ex) tinha a certeza de que virilidade era ser violento e que doçura era ser submissa.

Eu sabia que eu estava com a razão, tinha certeza disso. Minha intuição sempre foi muito forte. E mais tarde, com a maturidade, esta certeza só veio a ser reforçada. E não queria abrir mão da razão. Porém, queria ter paz ao mesmo tempo. E me recusava a fingir doçura, me recusava a viver uma hipocrisia. Era meu direito escolher como viver. E então optei por pedir o divórcio e me afastar.

Porque essas técnicas de PNL (programação neurolinguística) para induzir o marido a fazer o que a mulher quer, é a mais pura definição da hipocrisia. É a prostituição dos valores. E diversos estudos indicam que os homens adoram ser enganados!

Aí cabe à mulher decidir se ele é o ‘homão da poha’ no conceito dela, aquele que faz valer a pena vender seus valores para viver ao lado dele. A maioria delas se vende. Muitas vivem relacionamentos de fachada, são infelizes… Algumas traem o parceiro.

As que traem são as que conseguem ser mais doces. Existem as que são doces sem trair, porque o marido é inteligente e bom, aí não precisam fingir a doçura. Mas aos maridos de ego gigante, os que confundem virilidade com violência (seja física ou psicológica), não haverá mulher capaz de ser sinceramente doce.

Quando ela é melhor do que ele

Como mencionei no início deste artigo, sabemos que as mulheres estão entrando com força no mercado de trabalho. E isso tem sido um dos motivos das separações atualmente, pois os homens tem muita dificuldade em lidar com mulheres que ganham mais do que eles.

O homem NÃO ADMITE QUE A MULHER SEJA MELHOR QUE ELE.

Exceto uma coisa: O homem admite que a mulher seja mais Bonita que ele! Aliás, alguns não se importam nem mesmo de ter a mulher sendo “devorada com os olhos” por outros homens.

Mas quando ela tem mais status que ele, quando ela ganha salário melhor que o dele, quando ela é mais inteligente que ele, o homem não sabe lidar com isso.

É preciso o homem ser muito seguro de si, ter autoestima elevada e muita competência, para estar ao lado de uma mulher poderosa e ajudá-la a brilhar. Caso contrário, o relacionamento se tornará um inferno ou será preciso a mulher se diminuir e até ser falsa, porque para conseguir viver ao lado de um homem razoável/mediano, ela precisa fingir fraqueza e burrice. Vale a pena?

Existem duas maneiras de ser gigante ao lado de uma mulher que brilha:

  • Brilhando em outra esfera, num campo em que ela não domina. Se por um lado as mulheres são intuitivas, mais aplicadas e mais organizadas, os homens tem características incríveis que a mulher não tem, como resiliência, energia para trabalhar sob pressão. São fortes fisicamente, mais objetivos no raciocínio lógico, são mais racionais e ágeis para solução de problemas complexos.
  • Aceitando o papel de coadjuvante ao lado dela – Porque se ela vale a pena, compensa ele abrir mão da disputa de ego pela posição de protagonista, ele deverá se agarrar à oportunidade de tê-la em sua vida. Já adianto que não é tarefa para qualquer um.

E ao aceitar o papel de coadjuvante, ele deverá ser o conselheiro dela, compreender que a mulher é um ser carente de aprovação. Para a mulher, (mesmo as intelectuais), é muito importante estar o tempo todo, sendo reconhecida pelo esforço e dedicação. Às vezes ela enfeita o pavão em relação às virtudes que possui, apenas para chamar a atenção.

E então é a vez do parceiro, com a missão de trazê-la para a realidade. Inclusive alguns combinados podem ser colocados no contrato de relacionamento, como por exemplo: Em local público (reunião de amigos) não se toca em assuntos como a hierarquia familiar. E aos amigos que gostam de ver o circo pegar fogo, para ter assunto e risadinhas no escritório segunda-feira,  o correto é que o casal minimize a importância dessa hierarquia invertida. 

Porque as vezes acontece de o homem lidar tranquilamente com a situação (ter uma mulher poderosa em casa), ele ajuda nos afazeres do lar, cuida das crianças, e ela acaba entendendo  isso como fraqueza dele ou até descaso/indiferença em relação ao “grande valor” dela. Aí baixa um ‘demônio’ nessa moça, e ela começa a jogar na cara dele que ela ganha mais, que tem melhor emprego… Isso fere o orgulho do homem, gera mágoas e rancores. O que também faz o mingau desandar.

E uma coisa precisa ser dita: O homem que é ‘macho alfa’, na maioria das vezes se relaciona com mulheres que não tem o mesmo poder aquisitivo que ele, algumas são assumidamente interesseiras, mesmo. E não vejo nada de errado nisso, afinal é uma troca de interesses: Elas, interessadas em estabilidade. Eles, interessados na mais gostosa. E está tudo certo. Isso se chama mérito. E este homem não vê problema em “bancar” essa mulher, desde que ela seja o tipo de mulher troféu, (pode até ser burra), mas se for linda ele lambe o chão que ela pisa. E ela, independente de saber ou não desse trunfo, torce pelo sucesso dele. Ela não vê o sucesso do homem como ameaça, nem tenta competir com ele. Ela enxerga o sucesso do companheiro  como sendo dela e dos filhos do casal.

Mas quando é a mulher que se destaca, o homem não torce pelo sucesso dela. Ele faz de tudo para se excluir dos projetos dela, se sente desconfortável tendo um carro de valor inferior ao da mulher por exemplo. Uma promoção dela no trabalho é uma afronta para ele. Cada conquista da mulher é um desafio para o homem. Somente o homem extraordinário consegue vibrar com o brilho e ascensão da mulher.

Mas porque comportamentos tão diferentes para uma mesma situação?

No ocidente, no Brasil em especial com a cultura judaico-cristã, o comportamento das pessoas sofre fortíssima influência da Bíblia e do Torá, que são livros cujos registros, se mal interpretados, podem ser extremamente repressores do gênero feminino.

Porém toda essa repressão e ‘caça moderna às bruxas’, está com os dias contados, pois no cosmos tudo é cíclico, e de tempos em tempos as forças planetárias (que atuam alheias aos dogmas religiosos da humanidade), desestruturam e/ou reorganizam toda uma civilização. E neste momento que estamos vivendo, estas forças cósmicas estão agindo de forma sincronizada, para que estes valores e crenças tão maléficos que foram impostos à humanidade, sejam desconstruídos dando lugar à construção de novos valores, novos conceitos, embasados no amor incondicional, no altruísmo, na empatia.

Estamos entrando em uma nova era, a era do conhecimento, da libertação. A era do equilíbrio entre positivo e negativo, masculino e feminino… Yin e Yang.

Os tempos são de busca interior, descoberta da verdadeira humildade, de nos colocarmos no lugar do outro, inclusive capacidade de suportar e incentivar o sucesso do outro.

Mas para haver quebra de paradigmas, alguns desajustes são inevitáveis. Sempre há bagunça nos momentos que precedem uma faxina na casa. Por isso estamos passando por este período em que um mar de gente está vivendo sozinha. São pessoas que não conseguem mais se encaixar em nenhum modelo de relacionamento existente no momento. Mas se organizar direitinho, todos conseguem encontrar um jeito de deixar a vida bem bacaninha, independente de estar casado, namorando ou sozinho. Porque se viemos sozinhos para este planeta, somos seres completos sozinhos! Uma pessoa em nossa vida, tem apenas o papel de nos complementar, jamais de nos completar!

Se não puder eliminar um problema, não troque

Se você está num relacionamento assim e está pensando em separar, te pergunto: Você está preparado(a) para viver sozinho(a)?

Porque a menos que seja para você viver sozinho, qualquer outra alternativa que envolva pessoas, te colocará diante de problemas, e o detalhe: Se você tiver muita sorte, encontrará outra pessoa com os mesmo problemas da que você já convive! Porque o mais provável é que você encontre uma pessoa com problemas diferentes e piores. Dificilmente você irá encontrar uma pessoa que tenha assimilado tudo, que esteja pronta para embarcar nesta viagem de egos contigo.

Se não está preparado para viver só, meu conselho é que você comece a treinar a paciência, faça yoga, terapias de casal, estude filosofia… Coloque todos os prós e os contras do seu casamento numa balança. Se pender para o contra e ficar até 40% positivo, ainda aconselho reconsiderar, porque se for para trocar de parceiro(a), estará apenas trocando de problema. Eu só divorciei por dois motivos: O primeiro foi porque eu queria MESMO, ficar só. E o segundo foi porque ao colocar tudo na balança não sobrou nada, apenas meus filhos. E estes eu trouxe comigo.

Então repensar é sempre a melhor opção e se você conseguir conhecer melhor a si mesmo(a), ficará mais fácil entender a outra pessoa.

 

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