Internet das Coisas – Que diabos eu tenho a ver com isso?

A vida tecnológica

Se por um lado existem os que estão preocupados com a ioT (leia aiôtí), do inglês, Internet of Things, que trocando em miúdos quer dizer internet das coisas, existem os que estão adorando as cafeteiras coando um saboroso café pela manhã antes mesmo de seus donos acordarem. Os que estão recebendo seus pacotes de compras programados, na porta de casa de forma recorrente, sem ter que perder 2 horas de suas curtas vidas dentro de um mercado escolhendo maças, por exemplo.

Entre os preocupados, estão os que consideram o avanço tecnológico totalmente inútil, os que acreditam que a ioT está deixando os usuários cada vez mais dependentes da tecnologia, exercitando cada vez menos o raciocínio lógico. Que a tecnologia permite que sobre mais tempo para executar outras atividades, não há dúvidas, mas a grande maioria das pessoas só está ocupando este tempo (e a mente) com coisas sem importância. Onde isso tudo vai acabar?

Tá, mas o que significa essa tal  ioT?

Internet das coisas é um conceito de ecossistema tecnológico (um grupo de tecnologias) em que o real e o virtual se interconectam, objetos x tecnologias, por exemplo os automóveis com conexão bluetooth para atendimento de celular via sistema de som do próprio veículo, ou então os celulares com comando de voz, como o famoso: “Ok, google!”.

Como funciona na prática?

A maneira de identificar (dar identidade ao objeto) e conectar-se com ele, é através de tecnologias de identificação. Uma delas é chamada de RFID – identificação por rádio frequência, como as etiquetas código de barras, data matrix (tags). E então um objeto tendo sido identificado, ele deixa de ser UM objeto, uma cafeteira, e passa a ser A cafeteira.

E a aplicação, para que serve? 

Entre as infinitas possibilidades, uma em especial me faz viajar naqueles filmes futuristas de ficção científica, em que o sujeito chega em casa, se aproxima da porta, olha pelo sensor e a porta se abre. Acho um tudo! Ou então aquelas cenas de bater duas palminhas e a luz acender, sabe como?

E o detalhe, casas inteligentes já são uma realidade. E uma das tendências e promessas desta tecnologia, é a sustentabilidade, a utilização de energia limpa e reaproveitamento de água, indo mais além as facilidades a vida da pessoas como o controle de quase todo equipamento domestico de forma automática.

Existem equipamentos que controlam quase a casa toda por comandos de voz possibilitando até mesmo fazer pedidos de delivery, e compras de supermercados, o equipamento mais falado no momento é o “amazon echo” (https://www.behance.net/gallery/42037289/Amazon-Echo) que controla todos equipamentos da casa por comando de voz.

E o que eu e você temos a ver com isso?

Que a ioT é um caminho sem volta, não resta dúvida. A questão é, quem está preparado para conviver com isso? E quando falo em estar preparado me refiro a não surtar quando der uma pane, nem sair correndo quando o objeto parecer ter vida própria… Sem usar o tempo que vai sobrar (porque vai sobrar bastante tempo), para coisas fúteis… Pois meu palpite é de que estas tecnologias estão chegando para (além de outros objetivos) nos permitir mais tempo, para nos educarmos e evoluirmos como indivíduos. Saberemos usar este tempo livre de forma inteligente? Só o ‘tempo’ dirá.

Se optarmos pela visão pessimista do fato, (o copo meio vazio), podemos observar que no gráfico de adoção de tecnologia estamos no pico das “expectativas inflacionadas”. Com o tempo podemos sair da euforia, afinal tudo perde a graça depois de algum tempo, e passar pela desilusão e somente após isso, ver a real aplicabilidade.

Se optarmos por uma visão otimista, (o copo meio cheio), vamos voltar ao passado, na revolução industrial, ou num passado não muito ditante, quando a internet apareceu, e que muitos diziam “isso não vai durar” e olha onde chegamos.

Penso que evolução da tecnologia não nos atrasa, crianças de hoje em dia crescem usando tablets e smartphones e embora muitas usem a tecnologia para alienação, grande parte está aplicando para pensar em soluções para problemas que nossa geração capenga criou.

E embora a pesquisa tenha perdido muito espaço para a cópia, só informações sérias e verdadeiras se sustentam.

Acredito que se investirmos em educação de base, para o uso consciente destas tecnologias, vamos conseguir aplacar o imediatismo e a urgência desenfreada pra tudo, e necessidades cada vez mais caras, que por fim geram a necessidade de mais trabalho. E só assim não nos tornaremos escravos de mais uma ferramenta, e poderemos curtir mais a vida. Talvez a chave seja o equilíbrio.

E agora, vou testar meu comando de voz, na publicação do artigo:

– Pc, salvar artigo e fechar janela.

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É, não funcionou. Vou ter que clicar nessa miséra pra salvar e fechar. Rum!

Cabelos ao vento, fui!

 

 

 

 

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